Harmonia em prosas
A vida se resume num compasso quaternário, onde temos a semifusa que são os segundos dos dias, que a cada minuto transborda com as fusas momentâneas. As horas são como cinzas, ora a espalharem-se no chão úmido do conhecimento, ora são como as semicolcheias, naufragando no mar das pautas. A cada dia transcorrido na vida humana, sobe ao céu um riso eterno de felicidade, onde buscamos subdividir os momentos infelizes dos dias anteriores. Propõe-se, então, as colcheias, cheias, repletas de harmonia. A cada quatro semínimas vem o cheiro das rosas, o cheiro do amor, o doce cheiro da beleza propagada. Supõe-se, então, que o cheiro magnífico do mês de setembro é o acúmulo dos onze meses restantes, fazendo assim, a inspiração rítmica das quatro estações. Preenchendo os refrões da vida, vemo-nos divididos por dois, numa divisão exata e equilibrada. Buscamos a matéria e o espírito para organizarmos os compassos da sensibilidade, onde encontramos as mínimas, dando o mínimo de nós, para chegar a ascendência espiritual. A vida modesta no longo cosmo da amizade, prelúdio para as dores inconsoláveis que se traz a cada carma, as semibreves, que são privilegiadas, pois abrangem a tudo e a todos. ...e que o nosso Maestro maior saiba conduzir a orquestra da vida, e que nós, os músicos, saibamos tocar nossa vida e ajudar aqueles que tem como vida um compasso composto
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