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Home > Poesia > Força da derrota

Força da derrota

A aurora dos meigos, força dos homens
Involuntariamente, pensamentos benéficos
Onde o pão e a caça, a carne sagrada
O vinho e a água doce, e é herdada da fé
Os sumos da terra, extraídos das videiras
Os campos de batalha são os trigais onde se labuta

A manhã revive a faca amolada
Que ao cortar ao meio as leis,
Divide a estrutura da razão
Entre certo e errado, corpo e mente
As dúvidas mentais retardam a culpa
As doutrinas mentais retardam a inocência

Pequenos animais com alma vertebrada
Delineando elogios
Fazendo crer que há em cada olhar a fuga
A ingenuidade se faz inferior
Nada é tão pequeno que não tenha sombra
Nada é tão mesquinho que não tenha alma

A carícia nos ouvidos, provocada por acordes femininos
A massagem confortável feita na consciência
Estas feitas por mãos clericais
As composições ilícitas, afagar
Recitar os poemas da vida de uma criança
Chorar as dores no ombro de uma mãe

A aurora dos homens, terra dos meigos
Humildemente sem par, nem lágrimas, sem cor, nem sabor
O par é procurado nos altares
A cor, desprovida de pigmentos, retém o choro
O gosto sabor amargo da vitória
A vitória, por detrás de uma derrota, as lágrimas

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