Força da derrota
A aurora dos meigos, força dos homens Involuntariamente, pensamentos benéficos Onde o pão e a caça, a carne sagrada O vinho e a água doce, e é herdada da fé Os sumos da terra, extraídos das videiras Os campos de batalha são os trigais onde se labuta
A manhã revive a faca amolada Que ao cortar ao meio as leis, Divide a estrutura da razão Entre certo e errado, corpo e mente As dúvidas mentais retardam a culpa As doutrinas mentais retardam a inocência
Pequenos animais com alma vertebrada Delineando elogios Fazendo crer que há em cada olhar a fuga A ingenuidade se faz inferior Nada é tão pequeno que não tenha sombra Nada é tão mesquinho que não tenha alma
A carícia nos ouvidos, provocada por acordes femininos A massagem confortável feita na consciência Estas feitas por mãos clericais As composições ilícitas, afagar Recitar os poemas da vida de uma criança Chorar as dores no ombro de uma mãe
A aurora dos homens, terra dos meigos Humildemente sem par, nem lágrimas, sem cor, nem sabor O par é procurado nos altares A cor, desprovida de pigmentos, retém o choro O gosto sabor amargo da vitória A vitória, por detrás de uma derrota, as lágrimas
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