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Home > Poesia > Fogo do poder

Fogo do poder

Rebuscando a consciência
Num espaço curto de tempo,
Tomando o espaço do fogo na tocha,
Tornei-me fogo
Queimei as quimeras
Vivi os sonhos na tocha
Observei então, que o medo
Tomou conta de quem me via
Medo de queimarem-se,
Derretendo-se como vela de cera
Tornando-se água e evaporando-se
Eu, como fogo,
Falei no ouvido do próprio diabo
Tornei-me o inferno,
Só pelo próprio poder,
Poder de queimar,
Dilacerar a consciência não rebuscada
Daqueles que me viam com medo,
Medo do poder, medo do fogo,
Medo do medo, medo de terem medo
Saciei a minha vontade, a vontade do poder
Desanimei ao ver gente como eu
Queimando-se apenas por minha ira
Queimando-se com o fogo do poder
O poder de não suportar ser humilde
Tornou-me forte
Acordei, não sonho mais
Preferia ser aquele que me via
Jamais o fogo, jamais o poder
O fogo se consome, prefiro, ainda, ser água.

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