Fogo do poder
Rebuscando a consciência Num espaço curto de tempo, Tomando o espaço do fogo na tocha, Tornei-me fogo Queimei as quimeras Vivi os sonhos na tocha Observei então, que o medo Tomou conta de quem me via Medo de queimarem-se, Derretendo-se como vela de cera Tornando-se água e evaporando-se Eu, como fogo, Falei no ouvido do próprio diabo Tornei-me o inferno, Só pelo próprio poder, Poder de queimar, Dilacerar a consciência não rebuscada Daqueles que me viam com medo, Medo do poder, medo do fogo, Medo do medo, medo de terem medo Saciei a minha vontade, a vontade do poder Desanimei ao ver gente como eu Queimando-se apenas por minha ira Queimando-se com o fogo do poder O poder de não suportar ser humilde Tornou-me forte Acordei, não sonho mais Preferia ser aquele que me via Jamais o fogo, jamais o poder O fogo se consome, prefiro, ainda, ser água.
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