Fadário
Tentei! Como eu tentei... Escondi-me das tristezas do amor Regredi no tempo para rever história sem fim Encarnei-me no passado como fuga do presente
Encorporei-me no coração de pessoas infiéis Quanto mais eu corria, mais eu me atolava A busca incessante por belas mulheres Bocas belas a me dizerem mentiras
Contos como os de fadas, acreditei. Contados a crianças ingênuas, me perdi. Revoando no escuro, deparando-me com incertezas. Afoguei-me nas lágrimas, hoje secas
Porém como tudo um dia passa Ou quem sabe, regressa apenas para rever, Mostrar fatos já observados e vividos por alguém Presente. No alvorecer da manhã um novo sofrimento
Quando nos despedimos de alguém Ficam marcas, manchas no coração Roubaram suspiros e deixaram a dor A dor de suportar a própria vida, só
Usurpamos, então, das lições no livro da vida Resta-nos aprender com os exames Retratados como o simples raiar do dia Toda criança antes de falar, aprende a chorar
Hoje, deparei-me com uma inquietante verdade Por pior que for a dor de amar Sinto-me só, infeliz, mesmo nas alegrias Pois gosto do gosto gostoso de gostar de alguém
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