Êxtase
A lúcida esperança que transvasa Como o néctar escorrido Gemidos quebrando o silêncio que transpassa Inconseqüentes como dois animais Afagando-se, esfregando-se Num rolar de corpos ecoerentes O vazio transborda e o leito enche-se de amor
A carne se contrai, Músculos se retraem Bocas afagando bocas e seios Saciando a vontade dos mesmos Benevolência de bem-fazer o amor Bocas a gargalhar num gemido único Gemidos de dor e prazer
A festa continua, embriagando na luxúria Esbanjando o saboroso hálito do sexo A carne a contorcer em vagarosos minutos Relógios atrasados, quebrando barreiras Saciando a lúcida esperança Saciando a loucura insaciável Unindo um "ser força" e um "ser sabedoria"
O silêncio da tolerância chega ao limite A dor torna-se um orgasmo Sensível como a própria dor O prazer rompe as fronteiras de um universo Lhe derramo meu sumo Em urros e gemidos, em abraços e carícias Afogando-me no êxtase que emana de suas coxas.
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