Escombros
Procurando respostas para a contínua transição, Encontraste mais uma ação perdida, Lá pelo fim da madrugada, Gritando em apelos a expressão intuitiva, Vagarosamente o dia caminha para seu fim, Encontrando na noite, o descanso eterno.
Dia após dia caminham os anos, Descobrindo seu fim no limiar dos séculos, Expostos a conflitos, massificando as auroras, Gelando os invernos, desfolhando os outonos, Queimando seu verão, deflorando as primaveras, Saudando a fecundação da nova era.
Essa vida enfatizando em busca dos sonhos, Rogando por histórias, preparando um novo amanhecer, Pagando por erros de um mundo ilúcido e louco, Vive ainda no mundo dos sonhos, nossos verdadeiros sonhos, Escondendo-se atrás dos escombros do mundo, Onde encontraste seus restos, suas cinzas.
Sempre distorcendo, dialogando com verdades, Tentando encontrar explicações para fatos e fotos, Coisas que vão e que vêm, nesse grande mundo pequeno, Onde os confusos seres agitam a emancipação da razão. Controvertidos seres, confundindo sua própria confusão, Agonizam-se na viva encarnação de um mundo morto
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