Enamorados
Dia doze de junho, Maravilhoso dia para aqueles que sonham, Que amam e se iludem pelas paixões, São vinte e quatro horas de ternura. Esquecem as brigas. Apenas beijos e abraços Idolatram apenas um ao outro. Sinos dobram, reluzentes como ouro, Alegrias profundas. Trocas de presentes no presente. Até parece que o mundo é só deles! O espaço é preenchido por prazeres.
Ah, pequena! Se tu fosses minha... Seria eu mais uma estrela a brilhar, Guardar-te-ia em uma caixinha, Guardar-te-ia dentro do peito. Como as coisas são difíceis, bela morena: Eu aqui só observando abraços quentes, Beijos que meus lábios invejam, Palavras amenas, meiguice nos olhares, A ternura de duas mãos se encontrando.
Vejo-me com trocas de passados e não de presentes, Aquele vazio completo de saudade, Um vazio que me faz duvidar de minha existência. A vida deu-lhe vida, sua vida deu-me alegrias, Minhas alegrias trouxeram-me seu amor. Hoje a própria vida me suga este amor. Amargurado tento esquecer a dor da saudade, Que hoje deixa-me com enorme sede, Sede de amor, lembrança de suas carícias, Sede de seus beijos que outrora me seduzia. Hoje só, neste dia doze de junho.
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