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Home > Poesia > Ecos de um silĂȘncio

Ecos de um silêncio

Não, não me basta o teu consolo
Controvérsias, ida a lugar algum
Sigo-te amarguradamente só

Não quero convalescer-me
Desse mal que me faz bem
Repudiar-me da dor, incapaz julgo-me

Sátiras em momentos sincrônicos
Rodeio o desejo de envolver-me
Com seus cabelos cobertos de cachos

Atrás do medo e do tempo sobreponho-me
Vejo-lhe com olhar adolescente
Este olhar que tento esconder atrás da seriedade

O silêncio é tão quieto que,
Sou capaz de guardá-lo até o fim
Vontade de rompê-lo e declarar-me apaixonado

Não, não basta o coração lambuzar-se de amor
Derramando pelo chão gotas de sonhos
Em suaves pálpebras descansa seu olhar

Não serei eu o protagonista dessa história?
Propagar-me-ei então, o autor poeta
Onde dar-te-ei o papel principal de minha vida

Cantos e encontros busco,
O harmonioso movimentos dos lábios
Sigo-te então, senhorita, nestas poucas horas

Aponto-me fideísta e racional, pois sei
O começo de um fim está próximo
Final de mais uma poesia dedicada a alguém

Nunca me encares, sou lúcido e pudico
Agonizar-me-ei no silêncio e então esconder-me-ei
Ficarei escondido sempre atrás de seu sorriso.

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