Ecos de um silêncio
Não, não me basta o teu consolo Controvérsias, ida a lugar algum Sigo-te amarguradamente só
Não quero convalescer-me Desse mal que me faz bem Repudiar-me da dor, incapaz julgo-me
Sátiras em momentos sincrônicos Rodeio o desejo de envolver-me Com seus cabelos cobertos de cachos
Atrás do medo e do tempo sobreponho-me Vejo-lhe com olhar adolescente Este olhar que tento esconder atrás da seriedade
O silêncio é tão quieto que, Sou capaz de guardá-lo até o fim Vontade de rompê-lo e declarar-me apaixonado
Não, não basta o coração lambuzar-se de amor Derramando pelo chão gotas de sonhos Em suaves pálpebras descansa seu olhar
Não serei eu o protagonista dessa história? Propagar-me-ei então, o autor poeta Onde dar-te-ei o papel principal de minha vida
Cantos e encontros busco, O harmonioso movimentos dos lábios Sigo-te então, senhorita, nestas poucas horas
Aponto-me fideísta e racional, pois sei O começo de um fim está próximo Final de mais uma poesia dedicada a alguém
Nunca me encares, sou lúcido e pudico Agonizar-me-ei no silêncio e então esconder-me-ei Ficarei escondido sempre atrás de seu sorriso.
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