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Home > Poesia > DelĂ­cia

Delícia

Este teu corpo, molhado com purezas,
Encharcado de vida e brilhante como os topázios
Reluzem de sua alma todas as maravilhas
Reluzem de sua força as ondas dos oceanos

Elogios puros saem dessa boca tão só
A triste espera por uma carícia em sua boca
Bela e restrita para os olhos de qualquer
Lábios perfeitos e ingênuos de uma menina moça

Boca a dizer, com alegria, o raiar da felicidade
Incerteza nas palavras que dela saem
O medo de entregar-se e envolver-se em um novo romance
O medo de ser acariciada e que lhe supliquem o amor

Este teu corpo, molhado e bem delineado,
Secando o orvalho da adolescência com o sol da maturidade
Como a mata virgem esperando ser tocada,
Esperando ser toda beijada e sentir-se amada

Seus olhos mostram o horizonte;
Olhar puro como o da sacerdotisa do amor
A negritude destes, leva-me ao fundo de seu coração
Observando minha sedução apenas com um piscar

A perfeição de seu todo, torneadas a movimentá-la
Numa busca incessante pelo teu amor,
Estão suas pernas belas e macias
Leva-me a querer conjugá-la e possuí-la

Possuí-la como um tesouro valioso e intocável
Até mesmo por quem a possui
A arquitetura é perfeita em seu coração
O poema é teu corpo, onde quero declamá-lo

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