Delícia
Este teu corpo, molhado com purezas, Encharcado de vida e brilhante como os topázios Reluzem de sua alma todas as maravilhas Reluzem de sua força as ondas dos oceanos
Elogios puros saem dessa boca tão só A triste espera por uma carícia em sua boca Bela e restrita para os olhos de qualquer Lábios perfeitos e ingênuos de uma menina moça
Boca a dizer, com alegria, o raiar da felicidade Incerteza nas palavras que dela saem O medo de entregar-se e envolver-se em um novo romance O medo de ser acariciada e que lhe supliquem o amor
Este teu corpo, molhado e bem delineado, Secando o orvalho da adolescência com o sol da maturidade Como a mata virgem esperando ser tocada, Esperando ser toda beijada e sentir-se amada
Seus olhos mostram o horizonte; Olhar puro como o da sacerdotisa do amor A negritude destes, leva-me ao fundo de seu coração Observando minha sedução apenas com um piscar
A perfeição de seu todo, torneadas a movimentá-la Numa busca incessante pelo teu amor, Estão suas pernas belas e macias Leva-me a querer conjugá-la e possuí-la
Possuí-la como um tesouro valioso e intocável Até mesmo por quem a possui A arquitetura é perfeita em seu coração O poema é teu corpo, onde quero declamá-lo
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