Culpa ou inocência
Toda a mística floresce A força se faz insana Uma afeição de vários dias vividos E empoeirados de suas costas O antagônico torna-se claro Aos olhos de uma figura O simbolismo da culpa É reflexo da inocência Mostrando a energia de um sol, desenhado a crayon As telas de uma ressurreição Bordados de uma transição Que carregamos em cada dorso A matéria-prima do planeta A água de beber lavam as mãos sujas O simbolismo de culpa Mostra-se como tal matéria O bizarro coração afoga as batidas No compasso lento da longa vida Uma folha que cai O fluxo mental almeja explicação Já não basta nossa força maior Prevalece a ironia Guardada em lápide úmida Sacramentados em braços frios Tranqüilamente descansa Apodrecendo em intestinos de vermes Putrefado em um descanso Abstratamente fúnebre
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