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Home > Poesia > Crianças

Crianças

Extravia-me do sossego
Todo contato com a brutal realidade
Aqueles que me educaram não dão o exemplo
Todos os adultos com seus sete dias da semana
Sem folga, sem juventude, sem nada...
Minha perspectiva de vida
São os olhos de quem me olham desconfiados
Receosos ouvidos não preparados
Minha verdade comoveu, comove e comoverá
A alergia é meu eterno estado de espírito
Sou eternamente criança não quero crescer
O dia dos adultos é meu domingo onde descanso
O redimido hoje busca salvação
Daquele que foi criança e acabou na cruz
Brincou, orou, fez xixi, sentiu prazer. Atos humanos...
Fez perguntas sem respostas
Ensinou à mestres o verdadeiro sentido
É, hoje penso : - as crianças crescem
Da infância à velhice.
Frutos que crescem da noite pro dia
Numa estufa carnal, repousa o perespírito
Jamais será apurado com gosto natural
O gosto divino dos espíritos
Uma criança nasceu com inocência
Passou pela puberdade cheia de coragem
Trabalhou na fase adulta
Governou com austeridade, com punhos de aço
Sentimento doloso na vingança
Exterminou milhares de vidas
Foi adorado por seus atos.
Às vezes me engano, mas todas as crianças crescem!

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