Cinco sentidos
Não se acanhe ao dizer que me amas Pelo fato de que meu coração ter parado um segundo Um único segundo, que paro e reflito sobre teu amor
Não se acanhe em roubar um beijo de minha boca Quando a mesma está aberta apreciando tua beleza Sentindo sua saliva misturando-se a minha
Não se acanhe ao me olhar nos olhos Quando estes estiverem fechados Estarei ali sonhando com você, sonhando com os teus, azuis
Não se acanhe em tocar minha grossa mão Porque ela estará tomando a atitude do melhor afago Tocando teu seio, teu rosto, teus cabelos, tuas mãos
Não se acanhe em formar uma pergunta Enquanto eu me pergunto sobre minha timidez Estarei ali, louco por você, querendo gritar ao infinito
Não se acanhe em deitar-se ao meu lado Enquanto eu tiro-lhe a roupa e beijo-lhe o ventre Estarei ali sentindo sua sensibilidade de seus pés a sua cabeça
Não se acanhe em tocar em meu corpo Enquanto este se enrijece Juntaremos nossas almas na extasiante arte de amar
Não se acanhe em juntar suas coxas as minhas Enquanto fecho meus olhos, beijo tua boca, penetro-me em teus estro Estarei ali sendo seu escravo, o homem mais feliz
Não se acanhe a enrubescer-se de vergonha Quando eu pegar-te em meus braços e exaltar sua beleza Serei ali, aquele que lhe ama, um naufrago Em busca do teu amor, perdido dentro de teu coração
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