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Home > Poesia > Cinco sentidos

Cinco sentidos

Não se acanhe ao dizer que me amas
Pelo fato de que meu coração ter parado um segundo
Um único segundo, que paro e reflito sobre teu amor

Não se acanhe em roubar um beijo de minha boca
Quando a mesma está aberta apreciando tua beleza
Sentindo sua saliva misturando-se a minha

Não se acanhe ao me olhar nos olhos
Quando estes estiverem fechados
Estarei ali sonhando com você, sonhando com os teus, azuis

Não se acanhe em tocar minha grossa mão
Porque ela estará tomando a atitude do melhor afago
Tocando teu seio, teu rosto, teus cabelos, tuas mãos

Não se acanhe em formar uma pergunta
Enquanto eu me pergunto sobre minha timidez
Estarei ali, louco por você, querendo gritar ao infinito

Não se acanhe em deitar-se ao meu lado
Enquanto eu tiro-lhe a roupa e beijo-lhe o ventre
Estarei ali sentindo sua sensibilidade de seus pés a sua cabeça

Não se acanhe em tocar em meu corpo
Enquanto este se enrijece
Juntaremos nossas almas na extasiante arte de amar

Não se acanhe em juntar suas coxas as minhas
Enquanto fecho meus olhos, beijo tua boca, penetro-me em teus estro
Estarei ali sendo seu escravo, o homem mais feliz

Não se acanhe a enrubescer-se de vergonha
Quando eu pegar-te em meus braços e exaltar sua beleza
Serei ali, aquele que lhe ama, um naufrago
Em busca do teu amor, perdido dentro de teu coração

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