Caótico
O vulcão dos aborrecimentos está adormecido Um sono dormente E, guardado no fundo do latente coração Pálpebras que se fecham engolindo as imagens Esta que vê e sente a sutileza armada Formando na língua o magma
Bordando as visões dormentes das noites Cozer a alma num corpo Guardando no fundo do latente coração A ambigüidade dos escombros Sonhando acordado como alguém que acorda depois do sonho Estarrecido após a sombra do silêncio
Amortecendo os estouros das portas Observando em frestas frescas e frontais Os portais da penumbra latente como a dor Compassos que limitam um planeta E outro que é formado pela ilusão Vidas em vidas, planetas em espaços
A distância do cosmo, onde suas mãos alcançam O sentimento amor, onde seus olhos não vêem As riquezas do infinito, que tua índole deseja O remorso de ódio, que tua consciência condena A absorção da carne que teus dogmas não permitem O abandono de uma criança, que tem coração e choro
O cúmplice da proliferação que assiste a tudo Usurpando do abandono da paz Num eco sombrio e silencioso Como caixa mortuária a caminho de seu fim Morre, então, sua vida, seu retrato Nasce então a esperança de uma consciência leve.
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