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Home > Poesia > Caótico

Caótico

O vulcão dos aborrecimentos está adormecido
Um sono dormente
E, guardado no fundo do latente coração
Pálpebras que se fecham engolindo as imagens
Esta que vê e sente a sutileza armada
Formando na língua o magma

Bordando as visões dormentes das noites
Cozer a alma num corpo
Guardando no fundo do latente coração
A ambigüidade dos escombros
Sonhando acordado como alguém que acorda depois do sonho
Estarrecido após a sombra do silêncio

Amortecendo os estouros das portas
Observando em frestas frescas e frontais
Os portais da penumbra latente como a dor
Compassos que limitam um planeta
E outro que é formado pela ilusão
Vidas em vidas, planetas em espaços

A distância do cosmo, onde suas mãos alcançam
O sentimento amor, onde seus olhos não vêem
As riquezas do infinito, que tua índole deseja
O remorso de ódio, que tua consciência condena
A absorção da carne que teus dogmas não permitem
O abandono de uma criança, que tem coração e choro

O cúmplice da proliferação que assiste a tudo
Usurpando do abandono da paz
Num eco sombrio e silencioso
Como caixa mortuária a caminho de seu fim
Morre, então, sua vida, seu retrato
Nasce então a esperança de uma consciência leve.

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