Home
Sua História
Discografia
Projetos Paralelos
Capão do Embira
Vídeos
Composições
Poesia
Aulas
Material didático
Cifras, partituras & tablaturas
Casa do Caipira
Eventos
Entre em contato
 
Home > Poesia > Caminhos

Caminhos

Por fim, dei por mim e despertei,
Estava só em meu reduto de palavras
Preso a dicionários labirínticos
Onde ludibrio-me com o sabor das letras
Afogando a consciência em estrofes,
O diálogo com homens e feras
Despertando como eu
Lúcido no caminho dos versos
Em cada viagem uma visão bifocal

Anseios vi, anseios sofri,
A falta, a vontade com falta à vontade
O sabor das ilusões perdidas.
Visões que minha consciência não conseguiu preceder
Visões inertes, que os olhos não conseguiram deslumbrar
Benevolência e coragem se tornam impunes
Saciando-se com a magia das poesias.
Magos afogando-se no poder
Reluzindo como a uma aurora, fria e pálida

Caminhos dos reis e feiticeiros,
Caminho das poesias, caminho de versos.
Sobre a terra fria descansa em paz
A terra mórbida girando tudo
Viagem em sua crosta, observando luas
Os anéis invisíveis de um planeta enfático,
Valiosos como os anéis de safiras e rubis
Lisonjeando dedos de bruxos messiânicos
Vários satélites, como várias gotas d'água

Rubricando espaços, caminhos libertos
Como nove planetas, girando inconstantes
Folhas caídas por sobre a água
Caminho mitológico que sandálias trafegam
Como o caminho das penas do tiê
Cantando triste à margem do igarapé
Como o caminho percorrido a nove cidades
Percorrendo em cada sílaba a história
Como estória do caminho da pena sobre o papel.

© 2004-2009 ponteiocaipira.com.br - Todos os direitos reservados
Fones:  (11) 2911-2604