Caminhos
Por fim, dei por mim e despertei, Estava só em meu reduto de palavras Preso a dicionários labirínticos Onde ludibrio-me com o sabor das letras Afogando a consciência em estrofes, O diálogo com homens e feras Despertando como eu Lúcido no caminho dos versos Em cada viagem uma visão bifocal
Anseios vi, anseios sofri, A falta, a vontade com falta à vontade O sabor das ilusões perdidas. Visões que minha consciência não conseguiu preceder Visões inertes, que os olhos não conseguiram deslumbrar Benevolência e coragem se tornam impunes Saciando-se com a magia das poesias. Magos afogando-se no poder Reluzindo como a uma aurora, fria e pálida
Caminhos dos reis e feiticeiros, Caminho das poesias, caminho de versos. Sobre a terra fria descansa em paz A terra mórbida girando tudo Viagem em sua crosta, observando luas Os anéis invisíveis de um planeta enfático, Valiosos como os anéis de safiras e rubis Lisonjeando dedos de bruxos messiânicos Vários satélites, como várias gotas d'água
Rubricando espaços, caminhos libertos Como nove planetas, girando inconstantes Folhas caídas por sobre a água Caminho mitológico que sandálias trafegam Como o caminho das penas do tiê Cantando triste à margem do igarapé Como o caminho percorrido a nove cidades Percorrendo em cada sílaba a história Como estória do caminho da pena sobre o papel.
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