Azul do mar
O crepúsculo de uma existência, Rasgou a claridade de minh'alma. Banhou de sombras o espectro da tolerância. Confortavelmente anestesiou-me em teus olhos, Olhos da cor do mar Onde o brilho do céu flutua sobre este azul
Nego as tardes morenas que escorregam pelos dias Caindo no mar das trevas A noite engole calmamente suas presas, eu e ele Envolvido pelo suspiro lunar, acaricio tua face O verbo muda-se para o sonho, estou afagando a lua E fitando seu olhar nas estrelas do infinito
Roubando impetulante o anil das manhãs Sigo olhando tudo em tom anilado Saboreio a eloquência bifurcada em cores Venho voando, naufragando na nebulosa Vejo a terra suspensa, girando a toa Tão flutuante como os próprios versos
Estando eu só, aperitivo da angústia Banho-me de luz deitado no outro lado da lua Ruminando os segundo Sussurrando a vida em longos diálogos Repercutem os ecos de seu olhar Fala doce como a fragrância de seu sorriso
|