As formas e as verdades
De uma forma seria, plana e compacta, Heis aqui meu corpo enfermo. Aqui ainda, em trapos humanos Pagando por erros da carne Uma vida sem caminhos direcionados, Apesar da direção dos mesmos, Levado através das encarnações, Vestindo os sonhos, Transformando-os em verdades terrestres Mentiras para alguns; Mestres aprendendo com discípulos Médicos de homens e de almas Aprendendo com as doenças de seus corpos moribundos. Balançando as esteiras da vida, Deitados nos quintais, Sugando o sol da burrice, Nos quais, arrebatam a verdade do espírito, Espíritos santos, santificando suas bênçãos.
Aqui e agora é noite. Noutro lugar é dia Alguns dizem como dizem as verdades, Alguns falam como mentem as mentiras, Observando o brilho da noite, E noutro ponto a escuridão do dia, Deitados sobre o tempo e o espaço, O tempo de viver, aprendendo o que já é. O espaço de sonhar, onde homens hoje habitam pesadelos, A noite brilha com estrelas, lua e o palco. O dia escurece-se com o sol, a dor e o ator, Sujando um escuro, vivenciando tua doença, Onde até aqui e agora, sofro. Meu mal é estar sempre bem para o mal, Nosso bem é estar vivo, vivendo o mal, O mal das estrofes que ferem os ouvidos Daqueles que, como a mentira, afogam-se na verdade!!!
|