A vela
No alforje, iluminado pela poesia, Rogam incestos por sabedoria vã, A doutrina de um conhecimento inconformado Formando no consciente, o pecado da carne. Abnegam a ânsia de serem lícitos, Apodrecendo, inconscientemente, Afogando no pântano da burrice, A hierarquia hipócrita, Reduzindo ao pó o mundo poético.
A luz de um astro distante, Acende a claridade da emancipação E a vela da igualdade, Iguala-se ao desigual Transformando em chamas a água Correnteza dos que sonham Buscando sua pureza
Buscando iluminação espectral O borrão de idéias, Circunfuso, girando em papéis Diz respeito ao venerável Nas páginas bíblicas, Poemas mal interpretados pelo homem. Torno a falar dos incestos, Tornando-se um complexo de idéias, Coerência em Édipos e Jocastas, Por que coerência em Sodoma e Gomorra?
E torna a luz a brilhar, A cegante forma divina Queima os olhos de quem não enxerga, A vela e sua beleza iluminam as consciências Estando acesa, negam-se a enxergá-la, Estando apagada, querem fazê-la brilhar Formando a verdadeira cegueira, Onde não enxergam porque não querem!
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