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Home > Poesia > A vela

A vela

No alforje, iluminado pela poesia,
Rogam incestos por sabedoria vã,
A doutrina de um conhecimento inconformado
Formando no consciente, o pecado da carne.
Abnegam a ânsia de serem lícitos,
Apodrecendo, inconscientemente,
Afogando no pântano da burrice,
A hierarquia hipócrita,
Reduzindo ao pó o mundo poético.

A luz de um astro distante,
Acende a claridade da emancipação
E a vela da igualdade,
Iguala-se ao desigual
Transformando em chamas a água
Correnteza dos que sonham
Buscando sua pureza

Buscando iluminação espectral
O borrão de idéias,
Circunfuso, girando em papéis
Diz respeito ao venerável
Nas páginas bíblicas,
Poemas mal interpretados pelo homem.
Torno a falar dos incestos,
Tornando-se um complexo de idéias,
Coerência em Édipos e Jocastas,
Por que coerência em Sodoma e Gomorra?

E torna a luz a brilhar,
A cegante forma divina
Queima os olhos de quem não enxerga,
A vela e sua beleza iluminam as consciências
Estando acesa, negam-se a enxergá-la,
Estando apagada, querem fazê-la brilhar
Formando a verdadeira cegueira,
Onde não enxergam porque não querem!

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