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Home > Poesia > A noite

A noite

A noite é a penumbra dos sonhos.
Onde existem os guardiões,
Cavaleiros encantados,
Protegendo algo do mal
Traduzido pela consciência.

A noite é bela e indecisa como a criança,
Que ao chorar, derramam-se,
Molhando a conduta da mãe
Convalescendo-se da dor do filho amado,
Traduzido pela dor da possessividade.

A noite é astuta como os chacais,
Que devoram a presa sem piedade,
Sobrando para os abutres,
A carne derretida pela putrefação
Traduzidos pelo espírito da fome

A noite é longa como caminhos escuros,
Desfecham-se no muro.
Resta sempre o sacrifício de pular,
Caindo no fosso, ou no abismo da felicidade.
Traduzidos pelos espinhos no decorrer das estradas.

A noite é dolorosa como a traição,
Declarando a mais tirana dor.
Sobram a desordem, o bloqueio mental.
A ferida no peito nunca sara,
Traduzidos com o machado da derrota.
A noite é negra como a mentira,
Bruma leve e amena que corroe a madrugada
Distorcendo uma bela manhã,
Destruindo o caráter moral do dia,
Traduzidos com o decorrer dos anos.

A noite é incerta como a mulher,
Ama e diz que não sente,
Não sente e diz que ama,
Desconcerta a dor da saudade
Com o simples gesto de um sorriso.

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