Do fim ao começo
Por vezes penso que querer não é poder O “poder” é o próprio querer É querer estar, viver em plenitude A vida sempre aproxima-se da morte Porém queremos a vida Conclusivamente a morte vem na garupa E ela, a morte, surge repentinamente Como o raia do dia que teima em nascer Todo dia, conclusivamente na mesma hora E a noite no fim do dia chega Sempre o começo de pois de um fim Irônico, não? Acho que estamos vivendo nossa morte... E não a vida com ela é propriamente dita Nossa vida é além, Aquilo que entendemos por morte Vivemos hoje no purgatório ou no inferno se preferir E nasceremos quando morrermos... Depois do fim o começo Daí o começo depois o fim A flor suga do âmago da terra sua força vital Sua energia consiste na sucção Matando a terra aos poucos Porém, em seu pólen há vida Irônico não? Antagônica vida Subjetiva, pulando de túmulo em túmulo A vida (ou a morte) é assim Deixa marca por onde passa Damos a vida à própria vida Levando-a a própria morte... Para renascer, sempre Ininterruptamente... Infinitamente... Do fim ao começo!
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