Home
Sua História
Discografia
Projetos Paralelos
Capão do Embira
Vídeos
Composições
Poesia
Aulas
Material didático
Cifras, partituras & tablaturas
Casa do Caipira
Eventos
Entre em contato
 
Home > Poesia > Braços abertos

Braços abertos

Se me perguntarem por onde andei nestes anos todos,
Responderei:
Estive pó aí, no tempo, no vento... a intenção de voar...
Estive colhendo frutos outrora plantados por poetas
Desvairados e loucos, espelhados pelo mundo
Atlântida, Egito, Assíria, Mesopotâmia, Mongólia...
Em versos dispersos me perdi...
Por vezes, anoiteci em poesias, amanhecia em versos
Vickings, druidas, mouros, astecas
As línguas que vi e ouvi pelas viagens
Você jamais poderá imaginar
Anestesiado em meu ópio, meu vício
Em esperanto, a prendi a divina língua
Onde pude transcrever o amor, divino verbo
Em meio a guerras e conquistas
Pude ver o amor, seguí-lo...
Entre sangue, mutilações e medo...
Pude observá-lo e tirar do éter a sua essência
N meu âmago, bravura de guerreiro
Um guerreiro me fiz entre papiros e penas
Hoje envolto em uma espécie de máquina
Onde letras agrupadas... apenas tocá-las
Mas ainda as idéias, sim a idéias
Desconexas, jogadas ao léu
Lembranças tão claras envoltas em véu
Obscuro futuro
Hoje fantasmas da idade média me assombram
A decapitação da palavra, a moral esquartejada
Um sentimento que é queimado...
E sempre aquele que contraria as leis mundanas
É queimado pelo carrasco da ignorância
É jogado no calabouço da incompreensão
Qual será a condenação de quem ama?
O próprio amor...ele neste mundo lúgubre,
Já se faz pior que a morte
Enclausurado em nosso templo, não podemos rezar
Carregamos nossa cruz, imunes a imolação
Eternamente em nossos ombros
E nossas chagas a dilacerarem-se
Feridas abertas, coroa a nos coroarem reis
Sacrifícios abertos s nos coroarem ladrões
Braços abertos, a nos consagrarem...

© 2004-2009 ponteiocaipira.com.br - Todos os direitos reservados
Fones:  (11) 2911-2604