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Home > Poesia > Casinha de bonecas

Casinha de bonecas

Como a alma humana é incapaz de condizer com o amor?
Somos a fragrância da vida, a essência Materna,
Cheirando ainda leite do curral estrelar
E lá, bem longe se coloca a Mãe do universo
Toda complacente esperando pra nos dar colo...
Choramos a dor de algo que é nossa própria definição
Amor!
Nascemos para tal, vivemos por tal
Morremos por tal:
Um amor desencontrado,
Ou aquele que ficou pra trás no colegial...
Aquele perdido por outro amor, sabiamente chamado de traição!
A primeira vez que vemos nosso filho
Saindo do ventre da mulher amada...
A dor de amar, saindo aos poucos do ventre da fêmea
A dor da perda, quando enterramos gente
Amando... e vendo a pessoa amada dando as costas
Indo embora...
Um adeus, um amor que se vai
Lágrimas, o amor que se afoga em prantos
Ódio, o amor obsessivo...
Saudade, o amor com esperança de regresso...
Morte, o amor que se permanece latente... espera em vão
Amantes, o amor perigoso...
A carência, o amor faltoso...
Paciência, o amor com certeza de vitória...
Impaciência, falta de confiança...
O amor...
Endoidecidamente beijando a boca...
Este sentimento bendito que se faz maldito
Este bem que nos faz tão mal...
Este mal que nos faz tão bem...
Deitar faze-lo propriamente dito...
Ao lado da mulher amada...
Ou simplesmente, vê-la dormir... sonhando
Amanhecer juntos...
Briguinhas de amor... reconciliação
Eu senti, sinto e sentirei...
Não me envergonho de cometer loucuras por ele
Juntos como crianças,
Num chão duro duma casa de bonecas...
Ou apenas numa cachoeira imaginável...
Ou simplesmente dizer:
Te odeio!

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