Casinha de bonecas
Como a alma humana é incapaz de condizer com o amor? Somos a fragrância da vida, a essência Materna, Cheirando ainda leite do curral estrelar E lá, bem longe se coloca a Mãe do universo Toda complacente esperando pra nos dar colo... Choramos a dor de algo que é nossa própria definição Amor! Nascemos para tal, vivemos por tal Morremos por tal: Um amor desencontrado, Ou aquele que ficou pra trás no colegial... Aquele perdido por outro amor, sabiamente chamado de traição! A primeira vez que vemos nosso filho Saindo do ventre da mulher amada... A dor de amar, saindo aos poucos do ventre da fêmea A dor da perda, quando enterramos gente Amando... e vendo a pessoa amada dando as costas Indo embora... Um adeus, um amor que se vai Lágrimas, o amor que se afoga em prantos Ódio, o amor obsessivo... Saudade, o amor com esperança de regresso... Morte, o amor que se permanece latente... espera em vão Amantes, o amor perigoso... A carência, o amor faltoso... Paciência, o amor com certeza de vitória... Impaciência, falta de confiança... O amor... Endoidecidamente beijando a boca... Este sentimento bendito que se faz maldito Este bem que nos faz tão mal... Este mal que nos faz tão bem... Deitar faze-lo propriamente dito... Ao lado da mulher amada... Ou simplesmente, vê-la dormir... sonhando Amanhecer juntos... Briguinhas de amor... reconciliação Eu senti, sinto e sentirei... Não me envergonho de cometer loucuras por ele Juntos como crianças, Num chão duro duma casa de bonecas... Ou apenas numa cachoeira imaginável... Ou simplesmente dizer: Te odeio!
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