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Home > Poesia > Amanhã

Amanhã

Amanhã a incerteza de acordar me transporta para um sono profundo
Onde luto com fantasmas e seres iluminados me confortam
Levando-me á um novo trabalho, uma nova prova
O caminho tangente, o caminho dormente
A outra metade da vida que nos leva à outra dimensão
Novas caras, novos contatos, novas amizades
Seres que convivi a décadas ou a milênios
O conforto de um ente querido, porém desconhecido
A provação de um veneno que nem sei se mereço
O castigo posto a provas, será que fui cruel?
Ou a herança ofertada à mim que nem sei se devo possuí-la
O sucesso, o “desperta” de um ídolo
Será que tudo isso é pra mim?
Será somente um sonho?
Aonde estão meus passos? Acordo sem pernas...
Me vejo então entubado em um quarto de hospital
Rodeado por homens de branco. Médicos?
Vejo os mesmos rostos de entes queridos
Que partiram ale de minha existência
Vejo-me agônico, afoito, sinto-me só
Não sinto a vitalidade que aos 30 extravasava
Vejo-me só... Do alto olho meu corpo
A dizer-me adeus... A dizer-me adeus?
Pra onde vim? Pra que vou? Pra que?
Amanhã, a incerteza de dormir
Me transporta para um insônia profunda

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