Amanhã
Amanhã a incerteza de acordar me transporta para um sono profundo Onde luto com fantasmas e seres iluminados me confortam Levando-me á um novo trabalho, uma nova prova O caminho tangente, o caminho dormente A outra metade da vida que nos leva à outra dimensão Novas caras, novos contatos, novas amizades Seres que convivi a décadas ou a milênios O conforto de um ente querido, porém desconhecido A provação de um veneno que nem sei se mereço O castigo posto a provas, será que fui cruel? Ou a herança ofertada à mim que nem sei se devo possuí-la O sucesso, o “desperta” de um ídolo Será que tudo isso é pra mim? Será somente um sonho? Aonde estão meus passos? Acordo sem pernas... Me vejo então entubado em um quarto de hospital Rodeado por homens de branco. Médicos? Vejo os mesmos rostos de entes queridos Que partiram ale de minha existência Vejo-me agônico, afoito, sinto-me só Não sinto a vitalidade que aos 30 extravasava Vejo-me só... Do alto olho meu corpo A dizer-me adeus... A dizer-me adeus? Pra onde vim? Pra que vou? Pra que? Amanhã, a incerteza de dormir Me transporta para um insônia profunda
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